Nervo e Estímulo Superficial e Profundo: Como Estimular Variáveis do Cérebro para a Neuroreabilitação
O sistema nervoso responde de formas diferentes conforme a profundidade e a natureza do estímulo. Cada camada do corpo — pele, fáscia, músculo, articulação e sistema nervoso central — ativa vias distintas que se comunicam diretamente com o cérebro.
🔹 Estímulos superficiais atuam sobre receptores cutâneos e táteis, como os mecanorreceptores e termorreceptores.
Esses estímulos são essenciais para regular o sistema nervoso autônomo, promovendo estados de relaxamento, atenção e integração sensorial. Técnicas como acupuntura leve, eletroestimulação superficial, toque terapêutico e biofeedback cutâneo modulam a liberação de neurotransmissores como serotonina e acetilcolina, influenciando diretamente o humor e o tônus muscular.
🔹 Estímulos profundos, por sua vez, alcançam fuso muscular, tendões e proprioceptores articulares, ativando circuitos motores e vias córtico-espinhais.
Essas respostas estimulam a neuroplasticidade, facilitando a reorganização cortical e a recuperação funcional após lesões neurológicas.
Métodos como acupuntura profunda, estimulação elétrica neuromuscular, vibração segmentar e exercícios de consciência corporal são fundamentais na reabilitação neurofuncional, pois treinam o cérebro a reconhecer e reaprender padrões de movimento.
🔹 Integração cérebro-corpo
Ao combinar estímulos superficiais e profundos, criamos um ambiente sensório-motor dinâmico. Essa combinação ativa simultaneamente as redes de percepção, emoção e controle motor — fortalecendo a comunicação entre córtex, tronco encefálico e medula.
É dessa forma que o corpo se torna um portal de reorganização cerebral: cada toque, cada movimento consciente, é uma mensagem enviada ao cérebro para reconstruir conexões e restaurar o equilíbrio.
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